quinta-feira, 13 de maio de 2010

Melhores Momentos - Paulo Piratininga

Na manhã desta quinta-feira, 13 de maio, Paulo Piratininga, diretor da Scritta Serviços de Imprensa, conversou com os alunos sobre as melhores práticas na assessoria de imprensa.

Veja os melhores momentos:

Piratininga afirma: “Quem estuda jornalismo e não lê jornal, não abre revista, está no lugar errado”

  O assessor de imprensa Paulo Piratininga em palestra nas FRB (Imagem: Danilo Viana)

Por Rodrigo Hoschett e Felipe Araújo

O penúltimo dia da 10º Semana de Comunicação das FRB recebeu o jornalista Paulo Piratininga, diretor da Scritta – Serviço de Imprensa. Criada em 1992, a agência acumula experiências bem sucedidas na implementação de estratégias de comunicação para pequenas e médias empresas de diversos setores. Nesta quarta-feira, 13 de maio, Paulo falou sobre o tema: “Assessoria de Imprensa: as melhores práticas”.

O convidado assegurou que para as pequenas empresas terem suas notícias divulgadas na grande imprensa, falta gente que saiba definir a pauta, além de conhecimento estratégico para fazer  o release chegar para o jornalista certo. “Quem recebe material de assessoria de imprensa gosta de histórias novas e coisas que possam gerar uma grande matéria”, disse.

Construir a imagem do cliente é trabalho do assessor de imprensa. “Meus mandamentos com quem represento são: na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Tenho que ser como advogado e defendê-los frente à mídia”. No mundo corporativo, além de tratar o cliente com extrema sinceridade, é primordial visitá-lo todo mês - nada substitui o contato pessoal. Aliás, Paulo fez questão de frisar que não acredita em entrevista por e-mail, só quando for inevitável: "Vem coisa na profundidade de um pires". 

O palestrante destacou que, para qualquer profissional, o trabalho deve ser desenvolvido com o coração e com muita perseverança. Na faculdade, o aluno paga para estudar; quando se gradua, ele recebe para aprender. “Desde que me formei trabalho muito. Hoje tenho tesão no que eu faço, abracei a profissão e tenho compromisso com o meu cliente”, disse Paulo. 

Afirmou ainda que por trás de um cliente satisfeito, sempre existe um assessor com atribuições e qualidades. Atualmente, ele só contrata Relações Públicas para essa função, pois acredita que esses profissionais são melhor preparados. Paulo enfatizou ainda que um assesssor de imprensa precisa se vestir bem, saber se portar à mesa, enfim, ser sociável para construir a imagem de uma empresa. Além disso, todos os dias é preciso se reinventar para manter um bom nível no setor de comunicação.

Talento supera o medo

Ainda jovem, Paulo pensou que seguiria a profissão de Engenheiro Mecânico. Mas, aos 18 anos de idade,  preferiu entrar para Comunicação e se formou em Rádio e TV. Mais tarde, concluiu o curso de Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Ele confidenciou que no começo de sua carreira tinha um grande medo: “Será que eu tenho capacidade para escrever bem? Como conseguir isso?” Hoje, após 25 anos, acredita que tem dom e talento. “Naturalmente as coisas começaram a se encaixar, aprendi a escrever na porrada, ninguém me ensinou”, enfatizou.

Paulo organizou o livro Como usar a Mídia a seu Favor - as melhores práticas para ser notícia, lançado em 2008 pela editora CLA. Com parágrafos curtos e enxutos, a obra aborda aspectos de como pequenos e médios empresários podem conquistar espaço na imprensa. Além disso, ensina como tornar produtos, serviços e a própria empresa conhecidos sem gastar muito e quais são as melhores práticas e estratégias para se divulgar um negócio.

Para finalizar, o jornalista deu conselho aos alunos: “Temos que fazer o nosso trabalho de maneira correta, e sempre querer aprender”. Paulo, por exemplo, não contrata estagiários por considerá-los "folgados", muitos querem "escolher trabalho". Essa postura não condiz com o que o mercado exige de um profissional de Comunicação, que precisa estar sempre disposto a aprender.

Resultado parcial do 1º Minuto Festcom 2010 (13/05)

Por Diogo Coelho

Os 12 vídeos que concorrem no 1º Minuto Festcom 2010 foram divulgados na última segunda-feira, 10 de maio, e serão agraciados pelos júri popular, por meio de votação com cédulas, e técnico, composto por membros do corpo acadêmico das Faculdades Rio Branco que irão analisar os trabalhos.

Além destas duas categorias, os trabalhos que receberem mais comentários no blog Quinta Comunica receberá uma menção honrosa como "Vídeo mais comentado".

Se você ainda não comentou os vídeos do Festcom, não perca tempo! Confira os trabalhos produzidos pelos alunos das Faculdades Rio Branco clicando aqui ou no link "1º Minuto Festcom 2010", embaixo da barra "Menu", e poste uma mensagem no(s) vídeo(s) que você mais gostou.

Confira abaixo os vídeos mais comentados:

O mistério - 4 comentários
Caminhos cruzados - 3
Estatística - 3
Por um fio - 3
Síria 2009 - 3
Adversidades - 1

OPINIÃO

Profissional de Comunicação versus Novas Mídias

Por Fernanda Fraccaroli, aluna da 5ª etapa de Relações Públicas

“Tecnologia não é bem final e sim, meio”, afirma Roberto Schmidt, diretor de marketing da Rede Globo, em sua palestra proferida para os alunos de Comunicação Social, na 10ª Semana da Comunicação das Faculdades Integradas Rio Branco.

Internet, intranet, blogs, chat e outros, fazem parte do universo virtual cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, não importando idade, classe ou grau de instrução. As novas mídias invadem e se acomodam, fazendo que a sociedade sinta-se dependente dela, mesmo quando se fala em excluídos digitais. Mesmo estes, devido às ações de incentivo - por parte de governo, empresas privadas e 3º Setor -, aos poucos irão deixar as estatísticas.

Conforme Carolina Frazon Terra afirma no livro Blogs corporativos: modismo ou tendência (Difusão Editora, 2008), “o fato é que essas mídias estão, cada dia mais, fazendo parte de nossas vidas como forma de expressão e informação”. Isso reforça a idéia de que as novas mídias estão sendo absorvidas e sentidas como um apoio de comunicação, como interface entre emissores e receptores de informação, e na velocidade em que vem se fazendo perceber, auxiliam na identificação de modismos, formas, pensamentos e, até mesmo, sentimentos dos vários públicos. Em virtude disso, faz-se indispensável pesquisar de que forma essa nova mídia pode cooperar com o processo de comunicação.

Para o profissional de comunicação cabe, frente às novas mídias, saber articular-se de maneira multifacetada tanto na aquisição quanto na demonstração e transmissão da informação, sabendo de forma ética tramitar pela cibercultura. O aprimoramento deve ser constante e obviamente associado a boas ideias, item imprescindível para qualquer atividade.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Melhores Momentos - Heloiza Mattos

Doutora em Opinião Pública e Redes Sociais, Heloíza Mattos fala sobre "formação do capital social jovem" na primeira palestra desta quarta-feira, 12 de maio.

Veja agora os melhores momentos:

Pesquisadora de redes socias fala sobre a importância do capital social jovem em palestra nas FRB

A jornalista Heloiza Mattos palestrando na noite de quarta-feira (Imagem: Fernanda Martinelli)

Por André Itocazo e Bruno Fontes

“Quando a comunidade é civicamente mobilizada, a participação e o interesse público são muito maiores”, afirmou Heloiza Matos, doutora em Opinião Pública e Redes Sociais, durante palestra ministrada na quarta-feira, 12 de maio, na 10ª Semana da Comunicação das FRB. A pesquisadora focou sua fala no processo de formação do capital social, assunto pouco abordado no Brasil.

Em seu livro Capital Social e Comunicação – Interface e Articulações (Summus Editorial), Heloísa define capital social "como um conjunto de redes de comunicação e cooperação que facilitam a constituição das ações coletivas". De acordo com ela, o capital social se forma, basicamente, através do relacionamento entre os indivíduos nos meios sociais, real ou virtual.

Ela demonstrou para os jovens que acompanhavam a palestra que, a partir do relacionamento com outras pessoas, é possível criar uma rede de conhecimento - ou network. É justamente essa rede que influencia o modo como cada um pode crescer nos meios sociais. Ela citou ainda o livro Jogando Boliche Sozinho, no qual o autor Robert Putnam relata o desinteresse dos norte-americanos por discussões e participações públicas, tais como organizações políticas, religiosas, sociais, profissionais, culturais e esportivas. Ele salienta que as pessoas se comunicam cada vez menos pessoalmente, dando preferência a contato superficial.

"Paz e amor" em Woodstock

De acordo com Heloiza, as mobilizações são um grande fator do capital social. Eventos como o Festival de Woodstock, em 1969, que tinha como lema "Paz e Amor", concentrou forças para a luta contra a Guerra do Vietnã. Citou ainda a histórica Passeata dos 100 mil, em 1968, que reuniu milhares de pessoas no centro do Rio de Janeiro, em um dos protestos mais significativos contra a ditadura. Embora nessa época ainda não existissem as redes sociais virtuais, isso não impediu o sucesso das mobilizações.

A especialista explicou ainda que o capital social pode contribuir de várias formas, seja na área política ou social. A solidariedade e o esforço conjunto são seus maiores benefícios. Como nem tudo são flores, Heloiza deixou claro que existe um lado obscuro no capital social: “Não é toda reunião de grupo tem um bom objetivo”. O crime organizado, máfias, skinheads e outros grupos foram citados como exemplos de uso do capital social de maneira negativa. Outro exemplo aparecec no filme A Onda, que narra a situação do sistema capitalista durante a crise econômica, na qual os jovens criam uma forte descrença no futuro, o que leva ao aumento do consumo de álcool e drogas, e também à criação de grupos extremistas.

Questionada sobre o controle das empresas sobre as redes sociais em que seus funcionários estão envolvidos, Heloiza foi clara: “O jovem que entra numa comunidade chamada ‘Eu odeio meu trabalho’ está dando um tiro no pé”. Ela acredita que as empresas estão de olho nas redes sociais e aconselha àqueles que querem um bom emprego: sejam seletivos ao escolher as comunidades virtuais das quais participam.

Sem as calças, mas de cuecas

Heloiza também questionou o Flash Mob (Multidão Instantânea), um exemplo moderno de mobilização social. São pessoas que combinam de se encontrar para algum objetivo, geralmente engraçado. Como exemplo ela citou um Flash Mob feito no metrô de São Paulo, intitulado "No Pants", em que homens e mulheres invadiram o lugar sem as calças, mas usando normalmente cuecas, calcinhas, sapatos e bluss. “Tudo bem que foi um movimento cultural, mas leva pra onde mesmo?”

A palestrante revelou aos alunos que a professora de Relações Públicas das FRB, Rosemary Jordão, foi o motivo pelo qual a pesquisadora começou a buscar mais informações sobre redes sociais. Heloiza foi orientadora da dissertação de mestrado de Rose sobre a Índia, intitulada "A comunicação como estratégia de ação social: o banco do povo". "Naquele momento não sabíamos que estávamos tratando de capital social”, ela lembrou.

Até 2002 Heloiza Matos foi docente e pesquisadora na ECA-USP, trabalhando também com Opinião Publica. Atualmente é docente do programa de mestrado da Faculdade Cásper Líbero.

Confira abaixo a dissertação de mestrado "A comunicação como estratégia de ação social: o banco do povo", da professora Rose Jordão:
A comunicação como estratégia de ação social: o banco do povo                                                              

OPINIÃO

Se o silêncio é de prata, a notícia é de ouro

Por Aline Marchiori, aluna da 5ª etapa de Jornalismo

“O risco de vida quem impõe é você, o repórter”, afirmou Klester Cavalcanti quando questionado sobre a polêmica quebra de sigilo de fonte, em sua rápida passagem pelas Faculdades Integradas Rio Branco, no último dia 4 de maio.

Segundo o art. 5º, inciso XIV da Constituição Federal, "é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional”. Mas até onde vai esse direito? Até onde os jornalistas podem ir para conseguir um furo de reportagem? Eis aqui questões que assombram o obscuro mundo do jornalismo investigativo.

Sendo clichê, mas indo direto ao ponto, pode-se dizer que “cada caso é um caso”. O próprio Klester pode ser usado como exemplo: certa ocasião, o jornalista fingiu fazer uma matéria cultural e passou dois dias entrevistando organizadores de rinhas de galo, prática proibida no Brasil. A reportagem resultou numa denúncia e em várias ameaças de morte ao autor. Já os jornalistas americanos Judith Miller, do The New York Times, e Matt Cooper, da revista Times, foram processados e ameaçados por se negarem a fornecer o nome da fonte que lhes revelou a identidade da agente secreta Valerie Plane, especializada em armas de destruição massiva.

Se o jornalista é porta-voz do povo, deve ouvir a população usando as informações fornecidas pelo próprio povo – eventuais fontes -, apurando o que foi dito e garantindo que isso não traga prejuízos futuros. Mas aí alguns perguntam: se o profissional não informa a fonte, como a informação pode ter credibilidade? E se a fonte for falsa e estiver apenas utilizando o jornalista para “plantar” informações de caráter duvidoso?

O fato é que as fontes passam informações de utilidade pública, mas conhecer sua identidade não é algo fundamental. A credibilidade da notícia vem através do nome do jornalista estampado na matéria – afinal, também o anonimato é proibido pela Constituição Federal - e pelo aval do veículo que a publicou. Não será, portanto, a exposição da fonte que tornará os fatos mais verossímeis.

A responsabilidade maior será sempre do jornalista, seja ela de escrever, apurar ou guardar segredo. Trata-se da união do bom senso com o talento. Uma palavra de um jornalista sobre sua fonte pode fazê-lo ganhar prêmios, mas custar vidas. O essencial é saber usar a informação sem expor a fonte, ou seja, jogar com o que se tem.

Sim, caros colegas, temos o poder de construir e destruir pessoas, a responsabilidade de proteger nossas fontes, guardar segredos de Estado e, mesmo assim, ainda tem gente que acha que não precisamos de diploma... É mole?